Hans Christian Andersen

sábado, 29 de outubro de 2016

Hans Christian Andersen


Hans Christian Andersen (1805-1875) foi um poeta e novelista dinamarquês, e por isso a cultura nórdica (dinamarquesa, finlandesa, sueca e norueguesa) tem uma influência importante em seus contos. Ele também escreveu uma autobiografia: “The Fairy Tale of My Life” (O Conto de Fadas da Minha Vida, em tradução livre). Ok, eu confesso, não conheço o livro, mas suspirei com o título – entrou na minha nem-um-pouquinho-pequena lista de livros para ler.

Literatura infantil
Hans Christian Andersen - NY
Estátua de Hans Christian em Nova Yorque
Seus primeiros contos eram baseados em histórias populares que ele tinha ouvido quando mais novo, mas logo passou a escrever diretamente para as crianças – são atribuídos a ele por volta de 156 contos, sendo a maior parte deles original. 

É considerado por muitos como o pai da literatura infantil – não é à toa que o Dia Internacional do Livro Infantil é dia 2 de abril: dia em que Hans Christian nasceu. =)

E olhe que a princípio ele dispensou seus escritos de contos de fada como uma “bobagem” e, encorajado por amigos e críticos dinamarqueses famosos, pensou em abandonar o gênero. Para a nossa sorte, mais tarde ele passou a acreditar que os contos de fada seriam a “poesia universal” que muitos românticos sonhavam, a forma poética do futuro, que sintetizaria a arte popular e a literatura e envolveria o trágico e o cômico, o inocente e o irônico.

A Rainha da Neve - Hans Christian Andersen
A Rainha da Neve - Ilustração de Elena Ringo
Andersen povoou seus contos com suas observações do sofrimento de crianças menos favorecidas, e “soube como ninguém retratar os desejos da população, fazendo com que suas histórias assumissem a estrutura de crônicas tristes, muitas vezes com conteúdos extraídos de seu próprio cotidiano, inaugurando, assim, o que hoje chamamos de literatura infantil” (de Contos de fadas: de sua origem à clínica contemporânea). Grande parte dos seus contos mostra personagens, lugares e problemas vindos da realidade comum das pessoas. Enquanto nos contos dos Irmãos Grimm o mundo maravilhoso sobressaía, nos de Andersen o maravilhoso é descoberto na realidade concreta, no cotidiano - embora em alguns também apareçam seres fantásticos.

Uma curiosidade: ele não conseguiu aprender a escrever de forma elegante em sua língua natal, por isso seu estilo de escrita é próximo da linguagem falada. 

Fofocas literárias
Hans Christian - Jardim dos Reis, em Copenhagen
Estátua de Hans Christian no
Jardim dos Reis, em Copenhagen
Andersen foi amigo do escritor Charles Dickens. Bom, mais ou menos. Eles se encontraram uma vez e conversaram para caramba. Dez anos depois, em uma visita à Inglaterra, Andersen transformou o que deveria ter sido uma visita breve a Dickens em uma visitinha de cinco semanas – o que deixou a família de Dickens meio maluca. Depois disso, o escritor inglês foi gradualmente parando a correspondência com Andersen, que por sua vez tinha gostado bastante da visita e não entendeu porque suas cartas não eram respondidas...

Novidades em suas histórias
Três pontos importantes da obra de Andersen são citados em Contos de fadas: de sua origem à clínica contemporânea como tornando sua obra inédita:

O Patinho Feio - Hans Christian
O Patinho Feio
1 – A criança representada por meio de personagens infantis
O conto do Patinho Feio é um exemplo – o personagem principal fala pelas crianças mostrando seus medos e sofrimentos. Há quem diga que esse conto seria um retrato da vida do próprio autor e sua trajetória difícil.




2 – Brinquedos que ganham vida
Alguém se lembra do Soldadinho de Chumbo? Contos como esse colocam objetos (no caso, brinquedos) evidenciando a impotência das crianças, cheias de vontades, mas muitas vezes não compreendidas ou não escutadas.

Soldadinho de Chumbo - Hans Christian
Soldadinho de Chumbo - Fantasia 2000

3 – Papeis principais ocupados por crianças
O protagonista nesse caso não é a representação de uma criança, mas realmente uma criança. No conto A Roupa Nova do Imperador, quem mostra ao imperador sua falta de roupas?
Dica: Não é um adulto.

A Roupa Nova do Imperador - Hans Christian
A Roupa Nova do Imperador


Diferente de Charles Perrault, os valores morais, embora perceptíveis, aparecem nas histórias de uma forma mais sutil. Aqui também não temos o jargão “e viveram felizes para sempre”. A Pequena Seria vira espuma do mar, a Pequena Vendedora de Fósforos não tem um final que Disney acharia muito interessante. Isso não quer dizer que TODAS as histórias acabam mal (O Patinho Feio também é dele), mas o tom das histórias é um pouquinho diferente dos Grimm e Perrault.

Contos mais conhecidos
A Princesa e a Ervilha - Hans Christian
A Princesa e a Ervilha
Ilustração de Edmund Dulac
Entre seus contos mais conhecidos estão:
- O Patinho Feio
- A Roupa Nova do Imperador
- A Pequena Sereia
- A Princesa e a Ervilha
- A Pequena Vendedora de Fósforos
- A Rainha da Neve.



Você encontra uma lista da maior parte dos contos de Hans Christian Andersen aqui. Tanto os títulos originais, quanto suas traduções para português e inglês. 


Você tem algum conto preferido? Também se encantou pelo título da autobiografia dele como eu? Conte para mim nos comentários!




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