Resenha: O Fantasma da Ópera

sábado, 6 de outubro de 2018






Sinopse:
Dentro da Ópera de Paris viveu um fantasma - pobre de quem duvidou disso. O fantasma da Ópera habitava o imenso subterrâneo do teatro mais famoso de Paris, e de lá só saía para acalentar suas duas paixões, a música e a jovem cantora Christine Daaé.

Prisioneiro de sua própria feiúra, o fantasma perambula pelo teatro, ora aterrorizando quem zombou de sua existência, ora fazendo da voz de Christine a mais cristalina que Paris já escutou. Ninguém o vê, mas cedo ou tarde todos sentem - e temem - sua presença.

Nos corredores, salas e alçapões escuros da Ópera a figura misteriosa do fantasma pouco a pouco vai se revelando; a imagem de espírito maldito vai se desfazendo, e o protagonista se humaniza. Narrado quase como uma reportagem, o livro nos deixa o tempo todo em dúvida, a ponto de não ser possível condenar o comportamento do fantasma atroz. Isso porque, como ele mesmo explicará, para ser bom só lhe faltou ser amado.
Título Original: Le Fantôme de l'Opéra
Autor: Gaston Leroux
Editora: Ática
Ano: 2008
Skoob: O Fantasma da Ópera
Citações: O Fantasma da Ópera 


O livro começa com um prefácio de Gaston Leroux com o seguinte subtítulo: "Em que o autor dessa obra singular conta ao leitor como foi levado a adquirir a certeza de que o fantasma da Ópera realmente existiu". 

Esse complemento resume absolutamente o tom da história, que se mostra como a narração de episódios fantásticos ocorridos na Ópera de Paris, misturada com supostos relatos policiais, memórias publicadas de personagens importantes além de pesquisas sobre a construção do teatro e o funcionamento dele na época. Particularmente, achei a coisa tão bem feita que em algumas partes é meio difícil dizer se são ficção ou não.

Bom, falando do livro mesmo (vamos deixar o musical para daqui a pouco), no início, tanto Raoul quanto Christine não parecem ter das personalidades mais interessantes, mas eles (Christine mais do que Raoul) vão crescendo ao longo da trama.

No livro, a história é realmente sobre o Fantasma da Ópera, que, por sinal, se chama Erick, e todas as coisas aparentemente sobrenaturais que ele faz (e porque faz) na Ópera Garnier. Christine e Raoul aparecem no enredo porque estão na história de Erick e não o contrário.

Por sinal, no livro conhecemos, mais no finalzinho, a história de Erick antes de ele ir parar em Paris, de onde veio e como faz tudo o que faz (o que é BEM legal, nos dá a sensação de que seria mesmo possível uma pessoa ter a capacidade de aprontar fazer o que ele fez).

Por sinal, o autor é tão talentoso que consegue fazer uma figura como a do Fantasma ser capaz de inspirar terror e piedade ao mesmo tempo.

O livro traz diversas referências, boa parte delas não entendi da primeira vez que li. Por exemplo "Adamastor, o gigante das tempestades", que vem dos Lusíadas, obra de Camões; Barba Azul (na época, não conhecia o conto) e mesmo o nome Garnier (Ópera Garnier é a Ópera de Paris).

P.S. Se você tem a impressão de já ter visto a Ópera de Paris aqui no Escrevendo Asas, você tem boa memória! É lá que se passa uma parte importante do livro Scarlet, da Marissa Meyer.


Sobre o Musical


Bom, o musical (seja o a Broadway ou o filme) é bem mais conhecido que o livro em si, então não fazer comparações foi impossível. 

Quando li o livro pela primeira vez (tem uns aninhos...), eu não conhecia a peça, que, por sinal, tinha estado no Brasil pouco tempo antes. Então eu não entendia porquê minhas amigas suspiravam sobre como o Fantasma era lindo e 

[🚨alerta de SPOILER🚨

como Christine deveria ter ficado com ele e não com Raoul. 

[🚨 fim do alerta de SPOILER🚨].

Se você já conhecer o musical e for ler o livro, talvez essa impressão fique apagada em você, uma vez que a produção é realmente deslumbrante (conheço a versão gravada no Royal Albert Hall, em homenagem aos 25 anos da peça * queixo caído *).



Mas enquanto a história no teatro tem um tom de romance muito grande, o livro, principalmente mais para o fim, tem um tom mais de terror. E, na versão do fantasma de Gaston Leroux, ele não tem esse tom galante todo que Andrew Lloyd Webber fez em sua adaptação para o teatro.

Aliás, no musical, pode parecer que Christine fica em dúvida entre os dois, o que inclusive permitiu a Webber escrever a continuação de O Fantasma da Ópera, Love Never Dies (O Amor Nunca Morre, em tradução livre). 


Não sei vocês, mas no livro não vejo essa dúvida, não.

O livro é uma mistura de romance e terror. E, embora terror esteja bem longe de ser um dos meus gêneros literários favoritos, a obra é super bem construída, por isso, 5 borboletas para esse clássico.




E vocês, já leram o Fantasma da Ópera? Conhecem o musical? Gostam mais de qual?


P.S. Além das fontes já citadas, outras informações para fazer essa postagem vieram de:
Imagem Love Never Dies 


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